Publicado por: Elektro | 11 Fevereiro 2009

Partilha de Poder

Consulta após consulta, sinto a falta de uma compreensão e um envolvimento por parte do doente no seu tratamento. Uma partilha do poder. Da ruptura do modelo paternalista da medicina. É um facto que os idosos que tratamos agora têm tendencialmente uma escolaridade baixa (inferior ao 2º ciclo), e que com o aumento da escolaridade, se espera um aumento da preocupação pela sua saúde e uma colaboração mais activa na definição do esquema terapêutico mais adequado para si.

Sou, no entanto, um pouco céptico em relação a um cenário de mudança. É verdade que a escolaridade tem vindo a crescer, mas continua ainda presente nas gerações mais novas e na cultura portuguesa, o conceito de procurar o médico com o intuito de lhe pedir a “pílula mágica” que resolva todos os seus problemas, em vez de se procurar uma ajuda e estar disposto ao envolvimento e empenhamento necessários para a resolução conjunta das dificuldades. Sou céptico porque a cultura é algo difícil de mudar, mas da minha parte tudo farei para dar ao doente as rédeas da sua vida.


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