Publicado por: Elektro | 11 Fevereiro 2009

Polimedicação

Escrevi hoje a história clínca de um doente que seleccionei por ser um caso que me chamou a atenção pela sua frequência. Por ser paradigmático de uma população. Pela quantidade maciça de medicamentos consumidos, todos os dias, de forma desligada, automática e quase inconsciente por milhares de doentes com doença crónica.

Num estudo de 2004 em CS da Grande Lisboa (Lumiar e Queluz) publicado na Revista Portuguesa Clínica Geral (2004;20:323-36) conclui-se: “a prevalência de consumo simultâneo de dois a quatro fármacos (polimedicação minor), na amostra total, foi de 31% e de cinco ou mais fármacos (polimedicação major) de 17%. A polimedicação minor (40%) e major (37%) foi superior na população idosa”. Como se pode observar, a polimedicação tem uma expressão muito importante na população idosa.

É verdade que também é nesta população que a doença crónica tem maior prevalência, mas naturalmente não queremos suplantar os benefícios do tratamento, com os riscos do excesso de medicamentos: as interacções, os erros na administração, os efeitos adversos, são toda uma série de factores de peso que nos devem fazer reflectir sempre que pensamos adicionar um fármaco a um doente já polimedicado e, mais difícil ainda, quando recebemos um doente polimedicado e pensamos em reduzir-lhe a medicação.

Revista Portuguesa de Medicina Geral
http://www.apmcg.pt


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