Publicado por: Elektro | 31 Maio 2009

Cada cabeça sua sentença!

Num grupo de seis pessoas nem sempre é fácil chegar-se a consenso…

No estágio de Saúde Pública, a estrutura clínica típica de ensino da Medicina é substituida por um trabalho de campo, realizado em grupo. Os alunos, com um calendário e objectivos a cumprir, gerem o seu tempo como melhor entendem.

Desde o ínico surgiu a necessidade de nos organizarmos. Nas primeiras reuniões de grupo, auscultámos as expectativas de todos e definimos o horário de trabalho. Oito horas por dia, sem trabalharmos ao fim-de-semana. Depois das tarefas distribuidas, cada um deveria trabalhar ao seu ritmo e no seu tempo.

Procurámos também definir um porta-voz, alguém que falasse pelo grupo quando tal fosse necessário, para evitarmos situações em que seis pessoas, em simultâneo, tentam transmitir, a alguém de fora, a opinião e vontade do grupo. Algo que daria, inevitavelmente, uma imagem de desorganização interna, pouco profissionalismo e dificultaria a comunicação com o exterior.

Mais vale um a mandar mal, do que todos a mandarem bem!
Por outro lado, para gestão interna do trabalho de grupo, teria sido importante definir um líder ou coordenador. Alguém que definisse e distribuisse as tarefas necessárias para a realização de cada fase do projecto. Isto não foi feito formalmente. Acabou por surgir espontaneamente, em cada reunião, no momento em que era necessário dividir tarefas.

A nomeação de um líder é particularmente difícil num grupo em que todos os elementos são iguais. Mesmo ano, mesma turma, aproximadamente os mesmos conhecimentos, mesmas responsabilidades e, supostamente, os mesmos objectivos. Este ponto de partida da igualdade, em nada facilita a hierarquização do grupo e a definição de responsabilidades. É naturalmente (in)delicado algum elemento do grupo impôr-se aos restantes elementos, principalmente numa área que todos domínam pouco.

Dividir para conquistar!
No decorrer do trabalho, o caminho que nos pareceu mais simples e natural foi a divisão em equipas de trabalho. Em termos práticos, pequenas equipas de 1 ou 2 elementos, geram menos turbulência e mais produção. Estas equipas devem ter tarefas e prazos a cumprir. A par realizam-se reuniões de coordenação das equipas, para que cada objectivo individual contribua para o objectivo final.

O problema aqui é atingir o equilíbrio entre estes diversos objectivos e equipas. Saber distinguir o essencial do assessório, definir tarefas e prazos, motivar a equipa, exigir resultados, gerir os conflitos e as frustrações, decidir no meio da incerteza e definir o caminho a seguir, em suma, liderar. A importância de um líder, mesmo num trabalho curto e académico como foi este.


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